18.1.17

por que a Escrevente tem um nó na garganta

profano versus profano

minha língua é minha sina
aonde eu entro muitos saem
para entrar no meu poço, alto preço
e o que há de ser
nasce na garganta, no tempo
da minha palavra

(Curiosa)

10.1.17

pr que a Escrevente canta a vida dura

canto a vida
no poema.
sorvo-a
nas indefiníveis
nuances perecíveis
da língua
entrelaçadas com o rubro
do meu sangue
faminto.
faminta vida.
sorvo-a
no estreito dos meus ossos:
a vida crua
no poema vivo.

(Curiosa)

7.1.17

por que a Escrevente já recebeu alguns nãosa

QUANDO ME DIZES NÃO

teus gestos
eram minha vida
tua vontada
meu ânimo
minha ânima meu ânimus
miha alma
quando me dizes não
sorves a vida debaixo
da terra

(Curiosa)

6.1.17

por que a Escrevente sente sua duplicidade

RETRATO

meu rosto
rio de murmúrios
vida de descoros
no dito da palavra
rígido como a pedra
meu rosto
poço de conceitos
na página em branco
do livro da vida
rígido como a pedra

(Curiosa)

28.12.16

por que a Escrevente sente sua dualidade

RETRATOS

não me suponhas em mim
não me olhes nos olhos
dos retratos
antigos

toda minha faceirice
toda minha vaidade
isenta

aquela que nunca foi vista
no meu rosto de poesia
(Curiosa)

27.12.16

20.12.16

porque a Escrevente sente a Egrégora de Natal

ainda não saímos do olho por olho, dente por dente ...
ainda não damos a outra face ... com dificuldade, perdoamos uma vez ...
imagine perdoar setenta vezes setenta ... ainda reagimos à violência com violência ...
(mesmo depois de Gandhi)

mas ... em Tempos Natalinos, a egrégora do Planeta muda ...

enviamos boas energias ao próximo ... todos se reúnem em família ...
perdoamos e somos perdoados ... trocamos presentes em festas
e eventos, realizados somente para compartilhar a presença do outro ...
todas essas atividades apresentam uma energia positiva e construtiva ...

o importante do Natal é sentir ... partilhando e compartilhando
da Egrégora positiva que se estabelece ...


Feliz Natal !

...

18.12.16

3.10.16

por que a Escrevente renasceu


RENASCIMENTO

da loucura
veio ela
sóbria-louca
de vida etérea
aprender
mais
o que era
incorpórea
matéria

(Curiosa da Vida)

2.7.16

por que a Escrevente precisa se amar

RESPOSTA A UM PEDIDO DE NAMORO 

queria amar
mas mal amava
o que de si distinguia

queria amar
mas o seu amor
em poemas se partia

queria escrever
mas de amor
o poema lhe morria

queria morrer
mas um poema entrevia
(um poema de amor
que de amar a impedia)

queria amar
mas mal amava
o que de si distinguia

(Curiosa da Vida)

6.4.16

12.3.15

porque a Escrevente sente a Morte, a Vida e o Poema - vez em quando

NOTA DE FALECIMENTO

teve vasculhadas as gavetas
desvendados os segredos
despidos os versos

nua, por fim - percebeu
estava morta

morta-viva
na fenda do tempo habitado de si

(passeavam as moscas)

o corpo - as coisas as moscas
- a vida - seguia sem ela
no poema

Curiosa da Vida

Fotografia de Ramsés Albertoni

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