30.7.10

porque a Escrevente está precisando de uma química



Eu sei que já sabíamos ...
Mas (re)comprovamos a cada vez
que fazemos sexo:
o sexo faz bem ao corpo e à alma !

E é comprovado (perdão pela redundância
de tanta 'comprovação, mas É comprovado)
cientificamente, por vários lados ...

Cito aqui, um singelo site,
onde fala que amor é química
e química é amor ...

(pode-se traduzir 'amor' por 'sexo')
Veja lá !

Escola Dinah

Graças à oxitocina

Viva ela!

Eu quero uma casa ecológica



Eis um lugar parecido com o que eu queria estar ...

Eu quero uma casa no campo!
Com internet, mas no campo!

27.7.10

Portisheads

Tudo está cheio de amor!


Acho que é isso ...
O mundo está cheio de amor,
mas talvez eu esteja olhando 
para o lado errado!

Estou, com certeza, 
de portas fechadas e
com o telefone fora do gancho ...

Preciso mudar isso ...

porque a Escrevente, vez em quando, se esconde de si

Eu me perdi em mim.
como me encontrar sem onde procurar?

(Curiosa)


porque a Escrevente nem sempre se reconhece


Eu procuro ser cada uma que estou: vivencio-me ...

(Curiosa)


porque a Escrevente, vez em quando, vê a Realidade


ABLAÇÃO

Toda vez que tento beijar teu
coração
esbarro no teu seio esquerdo.

Lesmo escorregadio vou às
axilas
úmidas de suor desodorante.

Ricocheteio até teu maternal
colo
esqueço os seios de mamãe.

Após um salto mortal vôo à
nuca
cheirada, fungada, arrepiada.

Da escalada revolteio na tua
orelha
mariposeio a língua quente ...

Escorrego desmaiado ao teu
ombro:
pra que esses olhos virados?

Faleço neste ritual num outro
seio
devorado pela mastectomia.

(Salomão Rovedo)

26.7.10

Disfarço bem


Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

(Salomão Rovedo)

21.7.10

'Estou ciente e quero continuar!'

Estou ciente e quero continuar !

Isso é mais do que um aviso do blogger
sobre o conteúdo que será mostrado
em determinado espaço virtual ...

Isso é filosófico !!  ...

Essa é a decisão que tomamos a cada manhã, 
sobre nossas vidas:
'estou ciente e quero continuar!'

'A vida é essa merdinha, mas vamos lá !'

'Nem todos os dias podemos sorrir,
 mas por hora agüento !'

'A maioria não pode nem comer, 
mas eu suportarei !'

'Nem sempre é bom, mas por hoje passa!'

'Estou ciente, e quero continuar!'

...........


19.7.10

porque o amor traz dor para a Escrevente

 

Para tanta soledad me sobra el tiempo,
dile a la vida que viva,
tu recuerdo no se muere ni yo siento
más que penas conocidas.
Para tanta soledad me sobra el tiempo,
dile a la vida que viva.
En mi alma muchas veces, un momento,
se abre una puerta dormida,
yo no sé si sacudida por el viento,
sé que se cierra enseguida.
Y en la senda donde vivo siempre encuentro
tus flores desvanecidas.

Cuando volvamos a vernos
no sangrarán tus heridas,
yo he pagado tu dolor con el infierno
tu amor con toda mi vida.
Para tanta soledad me sobra el tiempo
dile a la vida que viva.

No me traigas esas flores ni preguntes
si te arranqué de mi vida,
en la negra oscuridad donde te hundes
mi corazón te vigila.

No me traigas esas flores ni preguntes
si te arranqué de mi vida.
Tus amores, nuestro amor y el pensamiento,
son canciones enemigas;
yo sé bien cuáles son mis sentimientos
no quiero más despedidas.

Para tanta soledad me sobra el tiempo
y el tiempo sí que te olvida.
Cuando volvamos a vernos
no sangrarán tus heridas,
yo he pagado tu dolor con el infierno
tu amor con toda mi vida.
Para tanta soledad me sobra el tiempo
dile a la vida que viva.

(Alfredo Zitarrosa)

porque a Escrevente, por vezes, lembra de si


somente por hoje eu não te lembrei,
eu não te fumei nem te bebi ...

somente por hoje eu não te chorei,
não te procurei, nem mesmo te amei.
(sequer te odiei!)

(Curiosa)

CHOVE. QUE FIZ EU DA VIDA?


Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim! 
 
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser, 
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter... 
 
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos! 

(Fernando Pessoa)


17.7.10

porque sem o amor, a Escrevente náo é


espero-te em meu regaço
quero-te do modo mais devasso
para te embalar em meus braços

somente ao teu lado me refaço
sem tua presença, não me satisfaço
quero me incorporar ao teu compasso
e assim viver, sem maior estardalhaço

(Curiosa)

16.7.10

porque a Escrevente procura não prostituir a sua vida


o sentir escorrega ao domínio, permeia o absurdo, rearticula medos, propõe ridículos. 
Todos caminhos que se configuram como desvios possíveis da insanidade. 

(Curiosa)

amam-se

Em última análise,
amam-se os nossos desejos,
e não o objecto desses desejos.

(Friedrich Nietzsche)

8.7.10

Artimanhas da vida

quero o doce sabor da vida
sem artimanhas
que me façam querer fugir

todas as manhãs poder 
olhar em teus olhos
fazer-me querida
sem precisar nada argüir

(Curiosa)

Não Amo Ninguém

 

Eis como me sinto
neste exato momento !


..........

7.7.10

porque escrever é respirar


Escrever.
Não posso.
Ninguém pode.
É preciso dizer: não se pode.
E se escreve.
É o desconhecido que trazemos conosco:
escrever, é isto o que se alcança.
Isto ou nada.


(Marguerite Duras - 1994)


...........

Balada para una loca - Piazzola



em meu caso,
balada para uma louca!

Uma louca total,
assumida e por opção,
que esse mundo
é insano;
ou enlouquecemos
da forma como ele quer,
ou iremos parar no manicômio!
....

6.7.10

Eu queria ser a Curiosa



Eu poderia ser um mago ou um dentista,
um arquiteto, um deputado ou um jornalista.

Eu poderia ser ator e me dar bem,
ser um poeta que escreve versos como ninguém.

Eu poderia ser um general da banda,
uma modelo, um herói da propaganda.

Eu poderia ser escravo do trabalho,
ser um banqueiro, um estilista do caralho.

E não há nenhuma hipótese que eu não considere,
mas, o que eu queria mesmo ser, é a Curiosa ...

saindo de mim

minha cabeça me dói metafisicamente ...

4.7.10

porque a Escrevente escreve para sobreviver


Quando o gesto não basta
quando o olhar extrapola
quando a voz cala:
escrever

Quando a mão não afaga
quando o corpo rejeita
quando a pele não arrepia:
escrever

Quando um sussurro de tristeza
no embalo da solidão
despedaça a esperança:
escrever


(Curiosa)

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