28.5.11

porque hoje a Escrevente precisa ratificar o Amor


FALE-ME DE AMOR

Não poupe o silêncio, hoje quero ouvir uma canção morna,
que diga as coisas mais banais e que tratam de amor, amor. 

Fala-me das sensações, fruta madura, do açúcar, do mel,
da estranha química que lubrifica os lábios grudados em beijo. 

Canta-me assim mesmo, quase dizendo a música, voz rouca,
sonoridade mansa, pacífica, que a brisa leve descola no ar. 

Mostra-me fotografia amarelada, em preto e branco, a cor
mais rubro que se imagine, fugir dos lábios em pose sensual. 

Lábios retocados de batom em forma de coração apaixonado,
coisa tal que enterre os dias de hoje, mumificados em tumbas. 

(Salomão Rovedo)

3 comentários:

mencanta disse...

sua poesia é extremamente erótico e muito emocionante para mim
beijos

Sotnas disse...

Olá Curiosa, que tudo esteja bem contigo, sempre!
Um poema de expressiva sensualidade, aguçados sentimentos de erotismo, o que sempre tem deixado os curiosos contentes de sempre estar por aqui admirando tuas Intimidades tão Curiosas, pelas tuas belas escolhas por belos textos sempre!
Agradecido pelas visitas e comentários curiosamente tão gentis, desejo a você e todos ao redor intensa felicidade, grande abraço e até mais!
ni

Teresinha Oliveira disse...

O tempo esquentou por aqui :)

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