31.3.11

porque o amor É um conceito clássico


Sussurrante e soluçante,
o amor é um embaralhado de dores,
como quem corta os pulsos.

Um trespassar de cores,
policromática miragem
do mais moderno tecnicolor, 

O amor é esmaecido ou é
intenso, quando não se está
pensando nele – e tudo está bem. 

O amor é lúbrico e déspota,
quando não se está fumando
– e tudo vai bem.

O amor é lírico e obsceno,
quando não se está bebendo,
– e se sente bem.
O amor é fatal e suicida,
quando não se cheira coca
– e todos, todos são bons.

O amor é azulino, quando
derrama algum sangue,
impossível de registrar.

(Salomão Rovedo)

29.3.11

porque a Escrevente tem um insight Poético

METAPOÉTICA

o poema
existe por si só

vez que outra
conseguimos decifrá-lo
decodificando-o em palavras

o poema
é como o reflexo de uma estrela:
quando nós o escrevemos
ele já não está mais lá

(Curiosa)

22.3.11

porque a Escrevente teve um aprendizado hoje


se todos falassem somente quando tivessem algo a dizer,
a Humanidade perderia o dom da fala.

(fala do filme: O despertar de uma paixão)


20.3.11

quando a Escrevente não quer mais lutar contra moinhos


OBSERVANDO

Sim
as horas de trégua

quando se afiam
as facas

(Eunice Arruda)


...


ok! trata-se de uma brincadeirinha ...
na verdade, estou MESMO é tentando não brigar com o Mundo ...
exercito diariamente o 'ouvir, aceitar e não-julgar' ...
isso me é um desafio ... julgar é o que melhor faz uma geminiana ...

16.3.11

Mãe-Natureza

- a precursora da vida e da morte -

Tragédias como tsunamis, terremotos, enchentes ou secas,
provocam  um salto  na qualidade
do pensamento e dos sentimentos morais da Humanidade 

formam-se sentimentos nobres de solidariedade e pesar,
que nos fazem vibrar em freqüência  amorosa conjunta,
o que eleva, também, positivamente, a vibração do Planeta ...

estamos a evoluir, nunca tive dúvidas ... a Natureza é sábia ...
que possamos compreender e aceitar seus caminhos ...

..

que as almas levadas encontrem a Paz
que aqueles que ficaram, 
encontrem o alento necessário para continuar

..

12.3.11

porque a a Escrevente teme a mãe-natureza

TSUNAMI: MÃE-DEVORADORA

mãe-primordial
agua-progenitora
matriarca
possessiva
emborca os filhos
- purificadora
devolvendo-os
ao caudaloso
ventre primeiro

renascidas
em cada gota
batizadas almas
sobem ao céus
evaporando-se
do pecado da Existência

quem beber de suas fontes
jamais terá sede

(Curiosa)

11.3.11

porque a Esvrevente é o abismo de si mesma


ABISMAL

sou poço sem fim

compelida pela vida
subo ao infinito
em busca do Eros perdido
por trás das máscaras deste mundo

expurgada pela vida
atiro-me ao fundo, cega
fugindo das sombras
daquilo que criei

onde eu principio
é um sonho louco
no qual sótãos
monstros e deuses
fazem de mim o que sou

(Curiosa)

10.3.11

o Poema está na imagem


 a Palavra limita o Poema.
mesmo assim, insisto em juntá-los.
a imagem complementa minhas pobres palavras.

8.3.11

dia da Mulher? é sempre!


DO FEMININO

facetas inopinadas desvelam
impenetrável interior pessoal
(atemporal ad infinitum)
de onde reina o feminino

Mulher-deusa-Geradora
tens poderes além-verbo
teu gesto traz o Espírito à Carne
um olhar leva o Espírito ao Hades

da grande Vagina Cósmica
(mandala do Divino-Humano)
flui a essência da Vida

(Curiosa)

2.3.11

minha Sombra


 projeta-se a Sombra

escondo-a de um lado
escapa-me por outro
escancarada no Ato

vivendo em Vida paralela
deslustrada imagem do Eu
revela eventos reversos
em sincronicidade necessária

(Curiosa)


os conceitos de
sombra, sincronicidade e eu
estão aqui colocados segundo
a obra de Gustav Jung.
neste link, há mais sobre
o tema: aqui.

1.3.11

a Heroína


a Heroína, em farrapos, perdeu-se nela mesma

em sua trilha, sabedoria? 
não! sandice desatino
pois ela deve triunfar em meio ao seu
irracional obscuro desconhecido interior

a Heroína não cria a si mesma
ela apenas acontece para ela mesma

(Curiosa)

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