18.1.17

por que a Escrevente tem um nó na garganta

profano versus profano

minha língua é minha sina
aonde eu entro muitos saem
para entrar no meu poço, alto preço
e o que há de ser
nasce na garganta, no tempo
da minha palavra

(Curiosa)

10.1.17

pr que a Escrevente canta a vida dura

canto a vida
no poema.
sorvo-a
nas indefiníveis
nuances perecíveis
da língua
entrelaçadas com o rubro
do meu sangue
faminto.
faminta vida.
sorvo-a
no estreito dos meus ossos:
a vida crua
no poema vivo.

(Curiosa)

7.1.17

por que a Escrevente já recebeu alguns nãos

QUANDO ME DIZES NÃO

teus gestos
eram minha vida
tua vontada
meu ânimo
minha ânima meu ânimus
miha alma
quando me dizes não
sorves a vida debaixo
da terra

(Curiosa)

6.1.17

por que a Escrevente sente sua duplicidade

RETRATO

meu rosto
rio de murmúrios
vida de descoros
no dito da palavra
rígido como a pedra
meu rosto
poço de conceitos
na página em branco
do livro da vida
rígido como a pedra

(Curiosa)
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