10.1.17

pr que a Escrevente canta a vida dura

canto a vida
no poema.
sorvo-a
nas indefiníveis
nuances perecíveis
da língua
entrelaçadas com o rubro
do meu sangue
faminto.
faminta vida.
sorvo-a
no estreito dos meu ossos:
a vida crua
no poema vivo.

(Curiosa)

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